Bolos Gostosos

Mês passado, decidi fazer um curso. A palestrante era alguém que eu admirava, a temática parecia incrível, o preço era meio salgado, mas tudo bem, eu trabalho pra isso também.

Era um sábado, me desloquei de uma cidade para outra, ônibus, metrô, andei, andei, caminhei, andei mais um pouco. Cheguei! O coração batia até mais forte – nem contei que mal dormi de ansiedade na noite anterior, né?

Queria dar a tal da continuação esperada para esse texto. Mas, na verdade, o dia em questão foi uma frustração enorme. Primeiro, porque a pessoa, apesar de falar aos quatro cantos de gentileza e amor ao próximo, em nada foi gentil comigo.

Uma divagação: eu odeio quando, em um curso/palestra/apresentação, enquanto você fala, o condutor do encontro não olha para você. Sabe? Fica caçando onde pousar o olhar e encontra espaço em todos os lugares, menos nos seus olhos também. Como se estivesse te ouvindo apenas por obrigação ao protocolo de boas maneiras. Odeio!

Voltando: a postura da pessoa foi minha primeira decepção – e o primeiro ensinamento também: por que raios a gente coloca uma auréola de super poder em pessoas que sequer conhecemos, só porque elas são descoladas e simpáticas no Instagram ou fazem textos emocionantes no Facebook?

Acho engraçado como costumamos creditar o título de melhor-ser-do-universo a alguém que nunca vimos, muito menos conversamos. Ouvir o mesmo desabafo, pela milésima vez, daquela amiga que cresceu com a gente é um saco. Mas ver repetidas vezes os vídeos de fulano da internet falando, falando e falando a mesma coisa é empático.


Mas, enfim, o curso. A analogia que fiz foi com um bolo. Pense só: você pode ser ou não confeiteira profissional, mas ama fazer e decorar docinhos. Pois bem, um evento com o título de Bolos Gostosos certamente chamaria sua atenção, certo?

Abre mão disso, transfere aquilo, dá seu jeitinho, mas faz a inscrição. É um investimento que, além de alimentar sua alma – tendo em vista que essa é uma atividade que você ama realizar – vai te ajudar a se aperfeiçoar também. Perfeito!

Só que, ao invés de ferramentas que te auxiliem a fazer um bolo verdadeiramente gostoso, o palestrante apenas diz como o bolo deve ficar. Várias vezes. Durante horas.

Olha, tem que ser macio, molhadinho por dentro, dourado por fora na medida certa. O cheiro tem que dominar a casa, invadir até os olfatos menos aguçados, mas não pode ficar impregnado. Tem que ser um cheiro espontâneo, convidativo, mas não impositivo – só experimenta quem quer.

Certo, lindo, incrível. Maravilhoso! Mas como eu faço isso? De que jeito posso trabalhar a massa? Quanto tempo ela ficará descansando? E a dose de açúcar? Todo mundo pode e consegue fazer um bolo assim?

Nada disso foi respondido, nem, ao menos, citado. Concordo que há variáveis que são descobertas pela nossa própria experiência, mas precisamos ter um ponto de partida.

Ter só o ponto de chegada nos faz ter a sensação de distância, às vezes até de impossibilidade. Ou pior: nos desanima a ponto de não nos deixar começar.

Segundo aprendizado do dia: nessa ânsia (e na implícita obrigação) de sermos cada dia melhores naquilo que fazemos, embarcamos em experiências extremamente atrativas quando vistas da vitrine. Investimos confiança, energia, tempo, dinheiro em curso daqui, palestra de lá, workshop acolá.

Quem está na posição de oferecer o produto, obviamente, venderá bem seu peixe. Aí caímos nessa de acreditar que esse peixe é essencial para o nosso prato. Assim, não tem como ser a melhor refeição do mundo se esse ingrediente não estiver presente.

E entramos em um roda gigante que gira, gira, gira. Às vezes, nos dá a impressão de estarmos subindo, avançando, crescendo. E, quando olhamos para baixo, vemos que, na verdade, nós não saímos do lugar.

Pessoas reais são feitas de expectativas e frustrações, é lógico. Mas acho que temos que unir esforços em prol de um carinho no nosso próprio ser. Olhar para o que já temos, o que já sabemos, o que já somos.

Percebi toda essa experiência como um exercício de parada. Parar de usar conjugações futuras que façam o meu sucesso ou o meu fracasso dependerem de outro alguém. Quando eu fizer esse curso, serei uma confeiteira muito melhor.

Pode ser que não. Porque, por vezes, o que nos falta para sermos melhor é percebermos que somos suficientes. Agora.

Penso que seríamos mais felizes se nos permitíssemos sentir que o cheiro maravilhoso que vem da cozinha é de um bolo nosso. Sim, nosso! Fazemos algo realmente bem feito – somos perfeitamente capazes disso.

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Como andar de bicicleta

Existem coisas que são como andar de bicicleta, Helô. Usei essa metáfora em uma conversa com uma amiga sobre a relação entre amizade/companheirismo e frustração.

Nós costumamos ter conversas que começam com a situação caótica do ônibus que nos levou até tal encontro e terminam com o preço do tomate orgânico na feira. Entre os assuntos, a gente divaga. E treina uma filosofia sobre a vida e as situações que lhe são comuns, mas um tanto quanto peculiares (e, muitas vezes, difíceis de lidar).

A comparação que fiz com a bicicleta foi a seguinte: nós podemos ouvir e decorar todas as técnicas. Saber sobre equilíbrio, sobre a velocidade com que temos que pedalar, sobre olhar somente para frente, sobre evitar que o corpo penda para os lados. Mas, quando nossos pais tiram a rodinha, de nada tudo isso adianta: nós caímos.

E o olhar aflito e orgulhoso da mamãe lá do portão de casa vem até nós, estende a mão, tira a gente do chão e nos incentiva a recomeçar. Bingo! É isso: há situações em que a queda é inevitável. Nós vamos precisar cair para aprender, não importa a bagagem teórica que tenhamos. Só que saber que há alguém para enfrentar isso ao nosso lado é o combustível para tentar mais uma vez, e outra, e de novo.

Bom, esse texto era para ter ido ao ar no dia 18, terça-feira passada. Por que? Porque assim decidimos e programamos: no segundo dia útil da semana, é dia de post novo.

Acontece que ficamos vários dias sem blog. Um problema na hospedagem, no servidor, no sistema de sei lá onde. Enfim. Nada de acessos, tudo fora do ar – inclusive e-mails.

E, então, que vi nessa situação um recorte perfeito de uma cenário muito maior com o qual convivemos todos os dias: a frustração (ou a queda, se considerarmos que percorremos o mundo sobre uma bicicleta – metaforicamente ou não).

Na semana passada, a Aysha fez um post que rendeu uma série de perguntas. Era um planejamento semanal de conteúdo para todas as redes sociais. Em tempos de tudo-aqui-e-agora, organizar-se é realmente um respiro, mas que exige que nademos um pouco contra a maré.

Enfim. O problema é: nem sempre funciona. Porque a vida é cheia de imprevistos, surpresas e coisas que não seguem a lógica da organização – o que não impede que a cultivemos, que fique claro.

Há ruas esburacadas, obstáculos não aparentes, pneus que furam, freios que falham, correntes que saem daquela engenharia toda.

A revista Vida Simples do mês de agosto traz como matéria de capa Acolha a Sua Imperfeição. Uma das entrevistadas, a psicóloga Yara Nico, diz que ”ousar ser menos perfeito significa desenvolver a coragem de ser autêntico e viver a vida que você acha que vale a pena”. A vida que vale a pena é aquela que mais combina com cada um de nós. Se formos seguir um padrão, que seja aquele que desabrocha dentro da gente.

Não importa se preferimos montar na bicicleta com roupa de ginástica ou com jeans e chinelo Havaianas. Nem como será a nossa queda e o que os outros pensarão dela. O importante é que continuemos pedalando – e que nos permitamos desviar a rota quando necessário, estender o passeio ou encerrá-lo antes do previsto.

E já que estamos no espaço de uma Consultora de Estilo, eu acredito que a moda também seja uma aventura de bicicleta. Sim! Descobrir nosso estilo é, finalmente, um modo de se expressar autenticamente – ou aprender a pedalar no ritmo que mais combine com nosso jeito de ser. É passar uma mensagem para mundo!

É, também, projetar nosso ser em outros suportes, como a vestimenta. Independente do que é moda, tendência, do que falam ou pensam. É, de um modo pré-planejado, ter liberdade – mesmo que isso soe contraditório em um primeiro momento.

Terão dias em que, ao levantar e nos vestir, perceberemos que aquela roupa que aguardávamos tanto para usar não caiu bem. Acontece com todo mundo. Isso precisa ser acolhido também. Porque nem sempre o planejado será executado, e há beleza no imprevisto.

Não teve post semana passada, apesar de termos nos organizado para que ele acontecesse. E tudo bem. Isso serviu de inspiração para esse texto que agora você lê. Pode ser que você tenha entrado aqui propositalmente, tenha se planejado para isso. Ou pode ser que, nos desvios de caminho, você tenha parado aqui.

Seja qual for a situação: muito obrigada! Espero que, daqui, você tire algo que faça sentido ao seu ver. Sem regras alheias.

Eu te desejo um passeio incrível. E que, com a certeza da queda, possamos apreciar melhor os imprevistos.

(E um obrigada especial à Paula. As pedaladas são mais fáceis quando temos companhias.) 

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Aos olhos da criança: o essencial

frase sobre simplicidade e significado

Hoje, saindo do trabalho, encontrei com duas crianças acompanhadas da avó no elevador. Acho que tinham acabado de sair de uma sessão de psicoterapia – pelo menos esse era o nome que a plaquinha pregada à porta da sala na qual estavam carregava.

Era um casal, a menina um pouco mais nova. Pulavam e disputavam para ver quem apertaria o botão do térreo primeiro.

“Tá todo mundo de férias?”, perguntei.

“Siiiiiim”, respondeu o garoto muito animado.

A senhora que os acompanhava riu. Um sorriso que trazia consigo uma boa dose de nostalgia. Não tirou os olhos das crianças. Senti que, naquela hora, alguns quadros sobre suas férias na infância teimavam em tomar toda sua imaginação.

“E você, tia, também está?”, a menina olhou para mim.

“Bem que eu queria!”, devolvi.

“Você não tem férias?”

“Não agora, querida”

“Puxa, que pena. Quando você vai poder ficar em casa e assistir desenho a manhã toda sem a sua mãe te mandar ir tomar banho para ir à escola?”

“Só no fim do ano. No natal, sabe?”

“Sei sim. Quantos dias você tem férias?”

“Poucos”

Deu-me a mão. Um dos gestos de empatia mais sinceros que já me ocorreu. Chateou-se de verdade com o fato de eu não ter muitas manhãs livres regadas a animações infantis e leite com bolacha.

Os nove andares, enfim, findaram. Durante o trajeto de descida, o menino não se preocupou com outra coisa que não deslanchar o carrinho pelas paredes do elevador.

As crianças foram em direção ao carro da avó; eu, para o ponto de ônibus.

Não, o cenário não teve um clímax. Ou, talvez, o emocionante tenha sido todo ele.

Sempre acreditei muito nas relações humanas. Por vezes, mais do que deveria. Chamam de ingenuidade por aí. A gente se deixa entrar em situações desagradáveis porque bate o pé em defender a ideia de que as pessoas são feitas de boa vontade.

Afirmar o oposto – todo mundo é maldoso quando se trata de defender os próprios interesses – pode ser uma visão maniqueísta demais. Mas eu divago. Uma narrativa filosófica consegue se ocupar disso muito melhor que eu.

O fato é que essa conversa bem no fim do meu expediente foi a melhor lição que eu poderia ter. Saía afobada, olhando alguns cursos de especificação na minha área no celular.

Afinal, o que mais explode na minha frente são palavras que alegam e reafirmam que estou ficando para trás. Mesmo nova. Para trás. Porque eu preciso, tenho, necessito ser alguém que de tudo sabe um pouco – ou muito, porque o pouco já não basta.

Dados, sistemas, códigos, tecnologias, estratégias, estatísticas, números, ferramentas, planejamentos, conteúdos… não acaba. Nunca.

E é um convencimento tão automático. De que nada sei, nada tenho, nada sou. Insuficiente, sabe? Assim como as férias.

Enquanto escrevia esse texto, preparei uma xícara de café. Lembrei-me da conversa que tive com a garotinha algumas horas antes.

É, pequena menina. Talvez as pessoas estejam precisando de mais leite com bolacha e desenho animado. De mais inocência, contentamento, satisfação. De mais prazer. No simples, no rotineiro, no que basta só pelo fato de ser.

Dica literária: Elena Ferrante

Depois de uma série de posts sobre consumo consciente, moda inteligente, relações entre consumo desenfreado e carências psicológicas, hoje o tema é outro: livro!

E o fato de escrever em um blog de uma Consultora de Estilo sobre um assunto que não esteja tão relacionado à moda em si me fez pensar sobre outra questão: como a gente se coloca em bolhas o tempo inteiro, né?

Tendemos a falar sobre os mesmos assuntos com as mesmas pessoas, seguir uma tal lógica, estimular o pensamento a não sair de dentro da caixinha. Isso é tão ruim! Porque o não abrir espaço para o diferente é também a impossibilidade de conhecer novas facetas e se apaixonar por elas.

Entendo não é um exercício fácil. Há espíritos aventureiros que lidam melhor com essas demandas.

Enfim… voltemos ao assunto do post!

Eu já tinha ouvido falar na Elena Ferrante há um tempo. Se não me engano, vi algo no programa da Astrid Fontenelle.

O fato de ser um pseudônimo é curioso, mas até que comum. Agora, por ter sua verdadeira identidade muito bem protegida (sendo difícil até para os literatos decifrarem se a prosa é escrita por um homem ou uma mulher), conceder entrevistas por e-mail com o intermédio de seu editor e emplacar uma tetralogia de sucesso, isso, sim, é bem inédito.

Os quatro livros somam mais de 1500 páginas, que começam em A Amiga Genial e findam com A História da Menina Perdida – o qual chegou ao Brasil no fim de abril pela Editora Globo.

Mas não é sobre essa série que quero falar, porque não a li ainda. Quero muito, confesso, está no topo da minha eterna-lista-de-desejos-literários. Pretendo começá-los em breve e prometo ir dividindo por aqui!

Por enquanto, para quem quiser saber mais sobre, o Estado de S. Paulo fez uma matéria bem completa. Achei muito bacana!

O que quero dividir aqui é o A Filha Perdida, lançado em 2006, seu terceiro romance.

O livro conta a história de Leda, mãe de duas meninas já crescidas, divorciada e professora universitária, que decide passar suas férias no litoral italiano sozinha. Por lá, conhece uma família de napolitanos cheia de particularidades.

Quem mais chama sua atenção, no entanto, é a dupla Nina, uma jovem e bonita mãe, e Elena, uma doce criança que está sempre acompanhada de sua boneca – a qual, de algum jeito (que não vou contar para não estragar a narrativa, rs), é perdida na praia. Isso traz algumas consequências, mas a principal é a aproximação entre Leda e Nina.

O encontro suscita reflexões acerca da maternidade, da criação de filhos, dos relacionamentos conjugais, das escolhas individuais, da anulação da mulher depois que se torna mãe. Acredito que aquelas que já tenham vivenciado a maternidade serão ainda mais atingidas pelo romance.

De qualquer modo, recomendo a leitura para todos. Porque, mesmo que não sejamos mães, somos filhas – e colocar-se no lugar daquela que nos deu à luz é uma das tarefas mais difíceis que existem.

Aliás, calçar o sapato do outro nunca é fácil. Cada um sabe onde seu calo aperta, como diria minha vó.

Acontece que esse altruísmo contribui para que tenhamos visões e atitudes mais equilibradas. Para que exercitemos a paciência com o diferente, com aquilo que não é exatamente da maneira como pensávamos que fosse.

A leitura é envolvente e um grande ensaio de vida. Fala sobre julgamento alheio, relações afetivas, destinos que podem ser mudados quando o intuito é a busca pela felicidade.

E, claro, sobre a infância, essa fase que possui marcas simbólicas eternas na constituição do sujeito – Freud dedicou sua vida a estudar tais marcas. Há muito em nós do que fomos quando crianças.

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Um novo (e grande) passo para o comércio online de roupas

Quinta-feira passada, a gigante Amazon anunciou sua mais nova aposta: um serviço delivery pré-compra, o Prime Wardrobe. Como assim? A proposta é entregar, na porta da casa do cliente, uma grande caixa com peças de roupa, sapatos e acessórios pelas quais ele tem interesse.

Isso me lembrou um pouco das consultoras que vendiam lingerie e pijamas de casa em casa. Pelo menos, no interior de São Paulo, onde cresci, havia várias delas. A diferença é que, ao invés de malas e mais malas de roupas, o mostruário será todo online. O esquema, porém, é o mesmo: experimentar antes de comprar. Sentir a roupa. Ver se o caimento ficou bom, se o tecido é justo. Ter consciência acerca da compra.

É verdade que já existem lojas pequenas que fazem isso – já ouvi falar de algumas que mandam a malinha para a cliente aqui na capital. Mas, em proporção de tamanho e alcance, isso é inédito.

Segundo a Amazon, além de todas as questões que envolvem conforto do cliente e tal, essa é uma iniciativa que, acima de tudo, visa uma compra mais consciente – aquilo que venho falando aqui desde o começo do mês por aqui.

Quantas vezes compramos algo pela internet e, ao abrir o pacote, não era nada daquilo que vimos na tela? Existe a opção de troca, claro. É direito do consumidor. Mas, muitas vezes, só pelo trabalho que isso dá e tempo que leva, a gente desiste. Fica com a peça, doa, dá para amiga, usa como pode ou, simplesmente, joga no fundo do armário e lá esquece.

Algumas sacadas que achei geniais:Algumas sacadas que achei geniais:

* Caso o consumidor decida ficar com até quatro peças da caixa, ganha 10% de desconto. Se comprar cinco itens ou mais, 20%

* A entrega e a devolução são por conta da Amazon, ou seja, não há custo adicional

* Não tem limitação de pedido por mês. Você pode solicitar quantas caixas quiser

* Há o prazo de uma semana para experimentar, pensar, provar de novo, repensar e decidir se fica ou não com o produto

* É o próprio cliente quem monta a caixa. Não há algoritmos ou estilistas pensando por ele.

Por enquanto, o serviço está disponível apenas nos Estados Unidos. Nem todas as peças do e-commerce fazem parte do Prime Wardrobe, mas, segundo a empresa, mais de 1 milhão de roupas estão disponíveis para essa nova dinâmica. Marcas para todos os públicos foram escolhidas: mulheres, homens, crianças e bebês.

No fim das contas, tudo gira em torno de oferecer uma melhor experiência para o consumidor – a grande tendência do mercado atual. Sabe aquela história de envolver, não só atrair? De vender experiências/histórias, não produtos? É isso.

E vocês, o que acham disso? Será que algo parecido funcionaria no Brasil?

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Sobre os excessos

Essa semana, uma amiga comentou comigo sobre um TEDx chamado The ten-item  wardrobe. Apresentado por Jennifer Scott, autora do best-seller Lessons From Madame Chic (Madame Charme, na tradução para português), o vídeo traz o relato de uma transformação de estilo de vida (e do modo como encará-la/vivê-la) por meio de… peças de roupa (ou, melhor dizendo, a ‘falta’ delas)!

“Fazemos parte de uma sociedade que está acostumada a ter um armário completamente cheio de roupas”, diz ela. Aqui entra, novamente, a questão que trouxe no último post: nosso comportamento no que se refere ao consumo está intrinsecamente ligado ao contexto social e psicológico no qual estamos inseridos.

Jennifer fala que não importa se temos uma peça ou mil, sempre teremos a impressão de que não há nada para vestir. E, então, ela apresenta a teoria do guarda-roupa de 10 peças.

O primeiro contato que teve com esse formato tão (aparentemente) restrito foi em Paris. Ao chegar na casa da família que a acolheria pelos 6 meses de intercâmbio, foi levada até um armário para que pudesse organizar suas roupas. Ao abrir, surpresa! Havia apenas 10 cabides.

A apresentadora levanta um ponto que achei interessantíssimo: em filmes norte-americanos, personagens femininas só repetem roupas quando o diretor quer passar a imagem de figuras relaxadas, deprimidas ou com algum tipo de problema.

E isso (a associação do menos ao negativo) é tão frequente que nós nem nos damos conta, porque passou a ser normal! Seguimos a máxima de que menos é menos e, portanto, quanto menos TEMOS, menos SOMOS. Acho assustador pensar no nível em que conectamos um verbo ao outro quando, na verdade, eles deveriam ser totalmente independente: o que possuo de bens materiais em nada diz respeito a pessoa que sou.

Acredito que podemos tirar algumas reflexões disso:

* A primeira questão (abordada no post anterior) é a ligada à sustentabilidade da coisa. Por quanto tempo conseguiremos manter nossos hábitos de consumo sem que haja uma ‘resposta’ do planeta.

* Quanto mais temos, mais queremos ter. Porque a sensação da conquista é boa, traz um orgulhinho próprio e, por conta disso, queremos tê-la de novo e de novo.

* Por que o eterno confronto entre qualidade x quantidade ainda encontra lugar na moda? Em se tratando de algo que reflete quem somos (e partindo do pressuposto de que todas queremos um reflexo positivo), não parece óbvio que a qualidade é a eterna candidata a primeira colocada?

Óbvio que essa é uma conclusão generalista, mas, em última instância, por que Marie Kondo fez tanto sucesso com A Mágica da Arrumação? Ao meu ver, porque trouxe um respiro, uma pausa ao dizer: ei, menos. Você não precisa disso tudo para ser feliz.

É como se uma aprovação alheia nos desse a licença necessária para olhar para o que temos e ver o que, daquilo tudo, realmente nos é proveitoso. Quando percebemos que o excesso não é benéfico, damos outro valor ao equilíbrio. O que antes parecia um ambiente morno, uma situação típicas daquelas em-cima-do-muro, agora torna-se uma meta a ser atingida. Logicamente, isso tudo leva tempo (e pressa pra tudo também é sinal de desequilíbrio).

Começar uma triagem pelo guarda-roupa pode ser uma boa alternativa. Como qualquer outra limpeza/mudança em universos pessoais, o resultado será totalmente particular também. E é justamente aí que está o melhor de tudo: no fim das contas, esse é mais um passo da eterna busca por nós mesmos – por caminhos totalmente diferentes uns dos outros.

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Quando a consciência atinge a moda

Semana passada, uma publicação no Instagram da Lilian Pacce levantou, novamente, uma discussão que vem ganhando espaço entre os holofotes, especialmente no círculo de pessoas ligadas ao mundo fashionista.

Não encontrei a tal pesquisa que ela cita, mesmo rodando internet afora em busca de alguma referência. Mas o fato é que sabemos bem: há todo um tabu em torno dessa questão – a repetição de roupas.

consumo consciente Lilian Pacce

Provavelmente, eu não vou usar esse vestido de novo, porque ele já foi postado no meu Instagram

A imagem foi originalmente postada no @project_stopshop, um projeto criado por Elizabeth Illing com o objetivo de estudar questões ligadas ao consumo de fast fashion e à valorização das roupas.

Outras iniciativas parecidas estão surgindo ao redor do mundo. Aqui no Brasil, um exemplo é o Jardim Secreto, feira (agora, prestes a se tornar uma loja física com mini centro cultural e café) que visa valorizar os pequenos e locais produtores, o que inclui os ligados à vestimenta.

Enfim, o fato é que o surgimento dos blogs de moda e influenciadoras do Instagram trouxe, sim, uma democratização da moda. Marcas entenderam que é necessário conversar com pessoas reais, contar histórias reais. Que as pessoas do outro lado da tela são todas potenciais consumidoras – desde que sejam atingidas (e atendidas) da maneira certa.

Acontece que, ao mesmo tempo, essas meninas e mulheres (muito!) dificilmente repetem roupas. E, como um efeito-resposta, suas seguidoras aderem à máxima de que a repetição não é cool.

É certo que há perfis que pregam essa conscientização do consumo. E isso possibilitou que projetos como os citados acima ganhassem vida.
A roupa que você compra vai muito além do dinheiro que você gasta. Tem toda uma cadeia que sustenta esse produto: matéria prima, mão de obra, logística. Muita gente, dinheiro, recursos envolvidos.

A #consumoconsciente já soma mais de 161 mil publicações; #consumointeligente está perto das 20 mil. Isso é reflexo de um movimento que visa ampliar a informação de modo a causar compreensão e, consequentemente, empatia pela causa.

fast fashion e consumo consciente Lilian Pacce

Assim que eu comprar algo, começarei a pensar na minha próxima aquisição imediatamente

Mas também há aquelas que usam sua voz para outros fins. Igor Fidalgo, gerente de contas da agência 220, disse em entrevista à Exame que “antes [quando esse novo ofício surgiu], era o que a menina gostava. Hoje, virou propaganda camuflada de diário”. E é exatamente aí que mora o perigo.

O #lookdodia ultrapassou 6 milhões e meio de adeptos. Dificilmente, ao entrar na hashtag, a gente vê a mesma pessoa usando roupas repetidas ou combinações parecidas.

Isso, sim, é preocupante. Ao meu ver, não só pela questão do consumo em si – que, claro, é problemático. Minha atenção vai também para o lado dos efeitos psicológicos que isso causa.

Como diz minha terapeuta, todo excesso esconde uma falta. A compra desenfreada não é sinal de riqueza, nem de estilo. É um alerta de ajuda, muitas vezes (ouso dizer que na maioria delas) inconsciente.

O que parece um discurso de ambientalistas, ativistas e extremistas é muito mais do que isso. Já que estamos falando de roupas, que possamos tirar todo e qualquer tecido de frente da nossa visão para enxergar o problema tal como ele é. Grave.

* As fotos que ilustram esse post foram retiradas do perfil @project_stopshop, no Instagram.

Tendência: de onde ela vem?

Capas de revistas sempre estampam o que você deve ter para a próxima estação. Blogs, portais, sites, contas no Instagram… Todos, há todo o tempo, ditando o que devemos ou não comprar, vestir, gostar.

Pode ser que você nunca tenha tido a mínima vontade de usar uma saia midi. Ou teve, mas, assim que experimentou, percebeu que aquilo falava muito pouco sobre você – ou te apresentava ao mundo como uma pessoa que você não é.

“Mas está tudo mundo usando!”, você pensa. “Preciso ter também.”.

Bem, não necessariamente. E esse pensamento, para quem não o tem, pode soar um pouco infantil. Mas a verdade é que somos seres humanos e temos a necessidade de convívio – convívio pressupõe a presença de um outro; portanto, de relação, de aceitação. Precisamos ser aceitos! A questão é como faremos isso: se sendo nós mesmas ou se tentando ser um esteriótipo dos integrantes do grupinho a que almejamos pertencer.

 

Antes de mais nada, vamos diferenciar dois conceitos bem importantes: moda não é tendência. A primeira vem do termo em latim modus, que significa medida, ritmo, maneira – dizem que nascera no século XV, no início do renascimento europeu, quando a relação com as vestimentas passou a ser importante para diferenciar um padrão existente.

Por outro lado, tendência é vontade natural, que se reflete no comportamento do indivíduo, com a sua ou não consciência.

Bem, e o que isso significa na prática? Que as tendências de moda, por também serem baseadas no comportamento e desejo da sociedade, mudam com muita frequência em um curto espaço de tempo.

Aderimos a ela para fazer parte de um grupo, quando, na verdade, ela foi pensada justamente a partir do tal grupo. Ou seja: ela é que tem que refletir quem você é – e não o contrário.

Os trend hunters, ou caçadores de tendência, são pessoas que estudam o comportamento do consumidor e, partindo dele, definem o que será desejo-imediato na próxima temporada.

Eles agrupam metodologia, bibliografia relevante, trabalho de campo (observação), bagagem cultural densa, pesquisas online, ferramentas de monitoramento, intuição… Uma porção de fatores que identificam para onde o mercado vai caminhar.

Sim, mercado. Tendência nada mais é do que uma estratégia de mercado – portanto, está diretamente ligada ao consumo. Não estou dizendo que elas são terríveis e devem ser evitadas a todo custo – não é isso! Apenas que devemos ter senso crítico e olhar apurado para identificar o que veste (ou, ao contrário, mascara) a nossa personalidade e jeito de ser.

E por que, por outro lado, a moda é atemporal? Pelo fato de ela ser a maneira como, por meio de roupas e acessórios, você se revela.
A moda é um artifício do qual você pode se valer para definir, aflorar e esbanjar seu estilo. Estilo não é só sobre vestimenta – mas a vestimenta certa requer estilo definido. E o certo, nesse caso, é totalmente pessoal e intransferível. Cada um tem o seu!

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