spiral film strip

Lições de estilo com a série “Bridgerton”

Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no pinterest
Pinterest

Bridgerton acabou de estrear na Netflix e já é sucesso! Assista nem que seja só pelo duque figurino: são aproximadamente 7.500 peças feitas a mão e mais de 230 pessoas trabalhando nas criações.

A história acontece no período da Regência Britânica e retrata a alta sociedade de Londres. Entretanto, não se engane, essa não é uma simples série de época! Ela traz discussões atuais sobre a machismo e apresenta versões músicas como ‘Thank you, next” da Ariana Grande tocada por violinos.

Mas como estamos aqui para falar de estilo, quero dividir com você curiosidades das escolhas da figurinista Ellen Mirojnick. Vou deixar o vídeo para quem prefere ou você pode ler o texto logo abaixo!

A Rainha Charlotte

A rainha Charlotte é a única personagem que existiu na vida real. Historiadores já haviam dito que ela era descendente direta de uma africana, e na série ela é uma mulher negra. (Aliás, temos um elenco diverso, um dos pontos que eu gostei de ver).

Sua marca registrada na vida real era a cintura bem marcada e saias rodadas, porém na série suas perucas que roubam a cena! A cada look as cores, penteados e formas das perucas se modificavam, um show de criatividade!

O uso das cores

Nessa primeira temporada conhecemos duas famílias diferentes, os Bridgertons e os Featheringtons. Enquanto os primeiros eram uma família tradicional, os outros eram os “novos ricos”.

As roupas eram um indicativo de classe social e status, e as cores assumiram um papel importante ao retratar as famílias. A elegância dos Bridgertons está no uso de cores suaves, frias e estampas mais limpas e delicadas.

O figurino acompanha o esforço em aparecer e serem aceitos dos Featheringtons, com estampas grandes e cores fortes. No livro em que a série foi baseada eles eram descritos como feios e bregas, mas a figurinista preferiu pensar na caracterização deles como se “estivesse decorando um bolo, bem doce e divertido”.

Já o duque de Hastings usava muito veludo escuro e tons sóbrio, revelando um lado mais sério do personagem, que tinha muitos traumas por seu péssimo relacionamento com o pai. A figurinista contou que queria marcar o contraste entre essa maturidade dele no vestir com a delicadeza romântica de Daphne Bridgerton seu “par” em um plano para enganar possíveis pretendentes (não quero dar spoilers, assistam!).

As adaptações dos tecidos

Uma das coisas mais interessantes que encontrei foi em relação aos tecidos. A figurinista descobriu que na época retratada pela série os tecidos mais elaborados como as sedas não podiam ser importados da França por causa das guerras. Assim, o tecido mais usado nas roupas era um tipo de algodão mais grosso.

Isso foi ignorado de propósito, e os looks não pouparam bordados, cristais, laços e muita ostentação! Ela contou que também se inspirou nas obras contemporâneas de Genieve Figgis, que mostram uma sociedade mais colorida. (Eu amo quem usa arte como fonte de ideias para roupas!)

Ou seja, são muitos os motivos para você dar uma chance para Bridgerton! Me conte depois o que achou, ou deixe aqui sua sugestão de série para analisarmos o estilo. Vou adorar! 🙂

Beijos e feliz 2021 para nós,

assinatura Aysha Correa

2 respostas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *